
O Uyelê Oriki das Pretas 2026 marcou o início das atividades do projeto Valorização da Cultura Africana e Afro-Brasileira na cidade de João Pessoa/PB, reunindo artistas, ativistas, escritoras, cantoras e representantes da cultura popular paraibana em um encontro dedicado à memória, à ancestralidade e ao fortalecimento das expressões culturais negras.
Um dos momentos centrais da programação foi a roda de conversa “Oriki das Pretas: Celebrando Mulheres Negras na Paraíba”, que promoveu um diálogo sobre trajetórias de resistência, produção cultural e protagonismo das mulheres negras na construção da história e da identidade paraibana. As mulheres falaram sobre suas produções literárias, conquistas alcançadas a partir de suas trajetórias e os desafios enfrentados em diferentes contextos.
O Uyelê contou com presenças de destaque como a Secretária da Mulher e da diversidade humana do estado Vanda Menezes, Vó Mera, uma das maiores referências da cultura popular da Paraíba, Hildevânia Macedo, integrante do Movimento de Mulheres Negras da Paraíba e Durvalina Rodrigues, da Abayomi – Coletiva de Mulheres Negras na Paraíba.

A Afrochegança ficou por conta do maracatu Batuqueiras independentes, que fizeram uma calorosa e emocionante saudação a homenageada do Uyelê 2026, a cantora e compositora Gláucia Lima.
As apresentações culturais contaram com a participação do grupo Batalha da Ponte, Suely Sousa e Batuqueiras independentes encerrando a tarde com maracatu e ciranda para Gláucia na parte externa do espaço, assistido pelo por do sol no centro histórico da grande João Pessoa.
Outro destaque do evento foi a realização da Feira Preta, espaço dedicado ao empreendedorismo negro feminino e à economia solidária. Além de divulgar produtos artesanais, literatura, vestuário, cosméticos e outros itens produzidos por empreendedoras negras, a feira fortaleceu a circulação de renda dentro da comunidade, reafirmando a importância de iniciativas que promovem autonomia econômica, valorização dos saberes tradicionais e incentivo ao consumo consciente em empreendimentos comprometidos com a cultura e a identidade negra.

Para a coordenadora do projeto, Marli Soares, a atividade foi muito positiva e superou a expectativa de público. “Atividade no domingo é difícil, as pessoas trabalham. Ainda assim tivemos um ótimo público e atividade foi muito produtiva”, afirmou em texto para a equipe de comunicação do observatório. Ainda de acordo com Marli, o apoio da Funjope através de edital PNAB foi fundamental para que atividade tivesse sucesso, ela conta que as próximas atividades estão sendo planejadas com empenho pela equipe e que podemos aguardar mais mobilizações por reparação e bem viver.
